Visando universalizar o Programa de Cisternas de placas no Município de Canindé, a prefeita Rozário Ximenes anunciou que mais 300 equipamentos do Água para Todos, do Ministério da Integração Nacional e coordenado no Ceará pela Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), serão construídos para moradores de baixa renda da zona rural de Canindé. Outras 100 unidades de armazenamento de água, do mesmo programa, serão construídas neste Município através da Organização Não Governamental (ESCO.

A divulgação, foi após reunião do coordenador da Defesa Civil de Canindé Júnior Mourão, com o Secretário Estadual do Desenvolvimento Agrário (SDA) Dedé Teixeira. ‘’O programa de cisternas de placa é uma parceria dos governos Federal, Estadual e Municipal, acrescenta a prefeita.
O titular da SDA, Dedé Teixeira, informou no encontro em Fortaleza que os recursos financeiros para a construção das cisternas são da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). Segundo ele, houve uma necessidade de readequação do projeto proposto pela Funasa, que pretendia instalar um novo modelo de cisterna, ao custo de R$ 7 mil a unidade. O modelo tradicional custa R$ 3 mil.
Ainda conforme Dedé Teixeira mais famílias serão beneficiadas, amparando outras 400 no Município. Abastecidas no inverno, com a água das chuvas, as cisternas, com capacidade para até 16 mil litros, podem assegurar o abastecimento familiar por até seis meses. No período da estiagem recebem água dos carros pipa.

‘’Essa é uma tecnologia social transformadora e foi aplicada, para armazenar água da chuva e servir para produção de alimentos e criação de pequenos animais’’, finalizou a Prefeita Rozário Ximenes.
A cisterna de placas tem a capacidade de acumular 16 mil litros de água, voltados para o consumo básico – se usados com moderação podem durar até oito meses para uma família de cinco pessoas. Um encanamento simples recolhe no telhado das casas a água de chuva e a encaminha para cisternas no subsolo ao lado, revestidas com placas para não permitir a infiltração. O reservatório de forma cilíndrica fica coberto e semienterrados.
Fotos e texto de Antônio Carlos Alves